
Em 14 de agosto de 2026, ao abrir o Perfil da Empresa no Google da própria Moreau, a gente encontrou a categoria principal trocada para “Assessoria de imprensa”. Ninguém aqui mexeu nisso. E a área de atuação estava marcada como “Brasil”, o que para um estúdio que atende de Porto Alegre não ajuda em nada. Foram dez minutos para corrigir as duas coisas, mas o episódio deixou uma pergunta melhor do que a irritação: quanto do que aparece quando alguém procura o nome de um negócio está de fato sob o controle desse negócio?
O Perfil da Empresa no Google faz um trabalho que o site não faz. Ele coloca o negócio no mapa, mostra horário, telefone, fotos e o caminho até a porta, e responde à busca de quem já está com a intenção formada e o celular na mão. Nada disso é pouco, e negócio local nenhum deveria abrir mão dele.
O que muda é a natureza do espaço. O perfil é um cadastro dentro de uma plataforma que ajusta as próprias regras quando quer, reclassifica sozinha, aceita sugestão de edição de terceiros e às vezes suspende sem explicação. Quem cuida de perfil há algum tempo já viu categoria mudar, foto sumir e horário voltar ao que era. É um bom porteiro, mas não é onde se guarda o que a marca leva anos construindo.
A pesquisa Local Consumer Review Survey de 2026, assinada por Rosie Murphy e publicada pela BrightLocal em 11 de fevereiro, mostra o tamanho da mudança. A fatia do Google como fonte de avaliação sobre negócios locais caiu de 83% em 2025 para 71%. No mesmo período, o uso de ferramentas de IA generativa como o ChatGPT para pedir recomendação de negócio saltou de 6% para 45%, e virou a terceira fonte mais consultada. O consumidor médio passou a olhar seis sites de avaliação diferentes antes de escolher.
Seis portas de entrada significam seis lugares onde a informação pode estar desatualizada, e um só lugar onde ela pode ser corrigida de verdade. Vale lembrar que as respostas de IA montam o que dizem a partir do que encontram publicado, e o que está publicado no site da marca costuma ser a fonte mais completa e mais recente que existe sobre ela.
Perfil não comporta a explicação de um serviço, a página de um projeto, a tabela do que está incluso, o texto que responde a objeção de preço, o formulário que qualifica um pedido ou o post que mostra como o trabalho é feito. Perfil também não guarda histórico: quem entra hoje vê o mesmo cartão que via ano passado.
O site faz esse outro trabalho. Ele recebe a pessoa que já viu a estrela no mapa e agora quer saber se aquilo serve para o caso dela, e é ali que a dúvida termina em vez de virar pressa. Também é o único endereço em que a marca escolhe a ordem das informações, o tom das palavras e o que aparece primeiro, sem depender de uma regra que mudou na madrugada.
Na prática, o arranjo que funciona é simples de descrever. O perfil fica completo e revisado, com categoria certa, área de atuação certa, fotos atuais e resposta às avaliações. E ele aponta para o site, para a página do serviço que a pessoa procurou, não para a home genérica. O site, por sua vez, repete de forma legível o que o perfil resume: endereço, horário, formas de contato, o que o negócio faz e para quem.
Essa é a estrutura que a gente monta aqui na Moreau: um site que sustenta a decisão de quem chegou por qualquer uma das seis portas, alimentando ao mesmo tempo o perfil no Google, a busca e a resposta de IA com informação consistente. Vale checar o perfil do próprio negócio esta semana, categoria por categoria. A chance de encontrar alguma coisa fora do lugar é maior do que parece.
Vale uma conversa sobre o site que vai receber quem encontra o negócio no Google? Fala com a Moreau →
Resposta direta com o Fabiano. Sem formulário, sem rodeio.