
Em 2024, a Unbounce cruzou 41 mil páginas de conversão, 464 milhões de visitas e 57 milhões de ações concluídas para responder a uma pergunta bem prática: quantas visitas uma página de vendas costuma transformar em contato de fato. A mediana ficou em 6,6%. Ou seja, a página do meio da amostra converte cerca de sete em cada cem visitantes, e uma página considerada boa começa perto de 10%. A distância entre esses dois números raramente é o produto ou o preço. É a estrutura da página. Trazer a visita é a primeira metade do trabalho, e aparecer no Google no momento da busca resolve essa parte; o que acontece depois do clique é a outra.
A página que converte bem faz uma coisa de cada vez. Quando alguém chega para reservar uma degustação em uma vinícola ou um fim de semana em um hotel-fazenda, cada botão a mais que disputa a atenção é uma chance de a pessoa sair sem concluir. Menu cheio, três ofertas competindo, links que levam para todo lado: cada distração adia a decisão, e decisão adiada costuma virar aba fechada. A recomendação da própria Unbounce é enxugar a tela até sobrar o essencial e um único caminho claro para agir. Uma boa página de vendas não pergunta dez coisas ao visitante. Pergunta uma.
Converter é responder as perguntas do visitante na sequência em que elas surgem. Primeiro, o que é isto e serve para mim. Depois, o que está incluído e quanto custa. Em seguida, posso confiar. Só então, como eu faço para reservar. Uma página bem montada organiza as seções nessa ordem e usa a própria tipografia para guiar o olho, de modo que a pessoa chega ao botão de reserva já com as objeções resolvidas. Quando a informação vem fora de ordem, ou quando falta uma peça, o visitante trava, e travar significa procurar a resposta em outro lugar, quase sempre no concorrente.
Poucas coisas pesam tanto na decisão quanto a experiência de quem já passou por ali. Vale para a escolha de um restaurante e vale, ainda mais, para uma reserva de valor mais alto, como uma diária de hotel ou um pacote de spa. Depoimentos, avaliações e fotos reais funcionam como o empurrão que falta no momento da dúvida, e por isso precisam aparecer perto das seções em que a pessoa hesita, não escondidos no rodapé. Uma página de vendas que exibe a prova certa na hora certa reduz o receio justamente onde a venda costuma escapar.
Depois de convencer, falta não atrapalhar. Uma página que abre rápido no celular, com um botão de reserva visível e um formulário curto, colhe a intenção enquanto ela está quente. Cada segundo de espera, cada campo desnecessário, cada passo a mais é um ponto onde alguém desiste. É nesse ponto que a criação de sites deixa de ser estética e passa a ser engenharia de decisão: construir a página de forma que ela conduza o visitante do primeiro olhar até a reserva confirmada, sem emenda perceptível. Esse é o tipo de página que a Moreau desenha para negócios de experiência, onde cada reserva pesa e cada visita perdida custa caro.
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Resposta direta com o Fabiano. Sem formulário, sem rodeio.