Conteúdo · 13 jul 2026 · 3 min de leitura

TikTok Shop cresceu 102 vezes em um ano no Brasil – e mudou a lógica da compra online

TikTok Shop cresceu 102 vezes em um ano no Brasil – e mudou a lógica da compra online

Depois de um ano de operação no Brasil, o TikTok Shop divulgou números que superaram até as projeções da própria plataforma: o volume médio diário de vendas cresceu 102 vezes, o live commerce expandiu 161 vezes, e uma única live no país já rendeu US$ 100 mil em vendas – recorde na América Latina.

Um jeito diferente de comprar

A diferença central em relação ao e-commerce tradicional é o ponto de partida. Em vez de buscar o que já se quer comprar, o usuário descobre o produto no meio do conteúdo – um vídeo, uma live – e decide na hora. Segundo uma pesquisa da própria plataforma com 17 mil usuários, 57,8% das compras acontecem sem sair do aplicativo, direto depois da descoberta no feed.

Os números por trás do crescimento

Entre maio de 2025 e maio de 2026, o número médio de lives diárias cresceu 20 vezes, e o volume de vendas gerado por elas, 161 vezes. O número de criadores afiliados ativos – pessoas que fazem pelo menos uma venda por dia através de conteúdo – cresceu 46 vezes no período. As categorias que mais vendem em live são cosméticos e utilidades domésticas, onde a demonstração do produto ao vivo tem mais peso na decisão de compra.

Quem já está lucrando com isso

A BigHome Brasil, marca de casa e decoração, entrou na plataforma em dezembro de 2025 e, poucos meses depois, já tinha o TikTok Shop como seu principal canal de vendas – hoje faturando cinco vezes mais que o segundo maior canal da empresa, com R$ 17 milhões acumulados em 2026 e o recorde latino-americano de live commerce. A Moderna, outra marca que apostou cedo, viu o canal passar a representar 60% do faturamento total, com mais de 9 mil afiliados ativos vendendo mais de 10 mil unidades por dia.

O que isso sinaliza

O modelo replica, com uma velocidade de adoção surpreendente, o que já acontece há anos na China, onde o live commerce responde por mais de 20% do e-commerce total. No Brasil, a curva de adoção que levou de três a quatro anos em outros mercados aconteceu em menos de doze meses – um sinal de que o consumidor brasileiro está mais aberto à compra por vídeo do que qualquer projeção indicava.

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